sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pensamentos repentinos

Este é um post que envolve religião. Caso não curta tal assunto, pule pro próximo, falô?

Todo mundo adora o Natal. Eu também. Mas amar, eu amo a Páscoa. 
Por favor, não pensem que é por causa das toneladas de chocolates que damos e recebemos - costume vendido pela indústria de doces e pastas de dentes -, mas sim pelo simbolismo Cristão.

Eu sou católica praticante. Praticamente nasci dentro da igreja da qual faço parte até hoje. E no catolicismo, acredita-se que no dia 25 de dezembro - aproximadamente -, Jesus Cristo, Filho de Deus, concebido em um ventre humano, nasce para salvar toda humanidade de seus pecados. Não é lindo? Eu acho.

Aí é que tá. Na Páscoa, isso acontece. Jesus sofre condenação e sua carne morre na cruz por todos nós, pecadores, ressuscitando no terceiro dia: a Páscoa. Ali, Jesus se faz Deus. Ali, Jesus se revela imortal, vencendo a morte, ressuscitando para a vida eterna. Eu acho isso... belíssimo.

Ok, você pode não acreditar, mas pensa no simbolismo: um homem viveu por sobre esta Terra, e seu amor pelos seus semelhantes foi tanto, que foi capaz de dar-se em troca deles. E  esse amor ressuscita. Esse amor se revigora, encorajando todos aqueles que por esta terra também passaram, a amar. Um Homem, imensamente admirado, se tornou imortal. Não apenas Sua carne, mas Seu espírito. Um Homem que nos ensinou, durante a vida, que mais que o pão de cada dia, precisamos do amor. Precisamos uns dos outros e de nós mesmos, das nossas individualidades, das nossas introspectividades, sem sermos egoístas.
Para mim, é de uma beleza tamanha que eu não consigo nem explicar.

Acho o Natal maravilhoso, mas queria muito que as pessoas dessem a mesma importância à Páscoa.Queria que as famílias esperassem ansiosas pela meia noite, se abraçassem e desejassem Feliz Páscoa umas às outras, como quem diz "Alegre-se, Ele está vivo!". E mesmo aqueles que não são Cristãos., poderiam dizer esta frase referindo-se ao amor. "Alegre-se! O nosso amor ainda vive. Embora tantas provações e dificuldades, nós renascemos para uma vida nova, que começa aqui e agora. Alegre-se! Mesmo quando achamos que a dor enterraria todo nosso sentido de viver e todo nosso amor, eis que, com garra, força e fé, ele ressurge".
Fé em nós mesmos, fé no amanhã, fé no amor. Fé em Deus.


Feliz Natal.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pernambuco - Parte I

Medo de avião.

Putz, nem dormi. No caminho até o aeroporto, eu pensei sobre a 2° Guerra Mundial, sobre os vencedores dos BBBs passados, sobre fabricação de papel higienico e o que fosse, mas tentei ao máximo não pensar no avião.
Quando eu avistei aquele lugar GIGANTE, meu coração pareceu que ia explodir. "Calma, Jéssica, calma.. é mais seguro do que carro", eu repetia para mim mesma sem parar, mas não adiantava, o medo tomava conta de mim. Apertei as mãos do Giuseppe e da Renata até os dedos dos dois ficarem roxos, e cinco segundos depois do aviso de apertar os cintos eu já perguntava se já estávamos voando. hahaha. Sério. Pânico total! O medo mor era da subida, de não "sentir" mais o chão, saca? E nesses cinco segundos, o bicho atava apenas esquantando os motores, porque do nada, muito de repente, veio um barulho muito mais alto e o avião começa a correr. Péra, você não entendeu: correr significa MUITO. Muito, muito muito muito rápido. E eu lá, amarradona, cantantarolando "Segura na Mão de Deus" e mascando chicletes como se não houvesse amanhã. E aí... .... ... voei.
Apertei os olhos, finquei os pés no chão (???), sentia o suor escorrendo, queria MUITO sair dali, mas aí a voz dele me deu uma certa calma. "Jéssica, abre os olhos". Abri e UAU. Pensei que fosse desmaiar de vertigem quando olhasse pra baixo, mas fiquei numa boa. E tipo, é simplesmente...incrível (agora seria a deixa pra eu postar AQUELA foto da vista do avião, mas cadê que a foto carregou?).
Teve café da manhã, mas o nervosismo e a tensão só me permitiu comer uma torradinha e um suquinho. E esse suquinho... que filho da puta! Me deu vontade de fazer xixi!
Tudo o que eu menos queria era levantar da minha maravilhosa poltroninha, mas e o medo de fazer xixi nas calças de medo quando o avião estivesse pousando? É SÉRIO! Não ouse rir de mim. Pára!
Aí eu fui, né, não teve outro jeito. Levantei, fiquei paradinha próxima a porta esperando o cara acabar de cagar liberar o toalete para eu usar. Ele saiu e eu entrei - dã. Tips, eu imaginava que seria pequeno, mas não tão pequeno! Okay, né. Vamus'imbora. Fiz meu xixizinho e quando eu estava já fechando a minha calça, eis que sinto o avião se inclinar. "Ai, meu Deus! Ai, meu Deus! (300 vezes)". Fechei a tampa da privada e me agarrei sentei nela, pensando "Taamuuuu caaaindooooo". Ai, depois daquele frio na barriga todo, depois de total desespero, eu crio coragem, me levanto, dou descarga - parece que ia me engolir! -, lavo a mão e saio. Nisso que eu abro a porta, me deparo com as duas comissárias de bordo sentadinhas, presas aos seus cintos de segurança, enquanto eu tava lá, toda desprotegida - ok, um cinto de seguranças ia salvar a minha vida, né?! Pergunto: "moça, a gente tá pousando?" 'Sim" "Pôxa, moça! Eu tava no banheiro...", resmungo chorosa. E para melhorar a situação, abro a cortininha e dou de cara com o Giuseppe e Renata se mijando de rir da minha cara. No mínimo devem ter imaginado a minha cara de pânico enquanto o avião iniava seu pouso e eu lá, mijando o banheiro todo - o que não aconteceu! Se usar disso pra me zuar eu vou mandar tomar no cu, porra! Não teve a menor graça... snif!

Já na aterrissagem, foi tudo tranquilo. Munida do meu Tridents e das mãos do Giu e da Rená eu fiquei tranquila. Não fui que nem uns aí que ficaram com o rabo trancadinho de medo, tá?! hahahaha Né, Giuseppe? hahaha

Ah, é isso.
Gostei.
Na volta pro Rio eu já tava assim com o avião. Amigos de infância! haha Fiquei com medinho antes da decolagem, mas até fiquei de olhos abertos, vendo a cidade ficar pequenininha, com seus milhares de pontinhos luminosos lá em baixo. Pegamos até turbulência, mas fiquei tranquilissima - e olha que nem tomei calmantes, embora tenha comprado. Devia ser pelo sono que já tava arrebatendo e, como fizemos escalas em Petrolina e Brasília, eu tava cagando pro voo. Queria saber era de deitar no colo do Giuseppe/banco do corredor que voltou vago e ficar babando no travisseirinho que me deram.
Engraçado que quando a gente já tava quase no Rio, o sol começou a nascer - voamos na madruga - e eu abri os olhos remelentos e disse "encosta no banco pra eu poder ver também, Giu". Ele encostou. Três segundos depois, ele olhou pro lado eu tava lá, roncando e babando amarradona perdendo aquele espetáculo todo. Mereci um "tománocu!", né? Mas realmente.. eu dormi que foi uma coisa louca. Só acordava quando acionavam o sinal de apertem os cintos, quando o avião passava por durbulência ou quando no processo de aterissagem, o piloto resolveu arremeter o avião. Aí deu medinho. hihihihi. Mas fora isso, bati feito pedra. Só acordei no Rio. Literalmente. Acordei com as rodas tocando o solo carioca.

Bom, na categoria Avião, é isso. Gostaram - não respondam; tenho medo.

Beijos e não percam os próximos capítulos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O Robert disse que odeia as fotos que eu escolho para ilustrar as do Sollyorks. Sendo assim, eu resolvi mandá-lo procurar uma pilha de cueca suja para cheirar poupá-lo, dando a ele - e a quem mais odiar as minhas pobre imagens - o período de 3 dias de posts sem fotos.

Att,

A dona dessa budega aqui.

É por isso que eu não posso andar armada

Neste exato momento eu não estou com vontade de contar as minhas aventuras em Pernambuco, mas ela ei de chegar!
Enquanto isso eu gostaria de ressaltar o meu ódio supremo e gigantesco pelo cinema!

Cinéfalos de plantão, acalmem-se. Não odeio o cinema em si, mas odeio as salas de cinema; as sessões de cinema.

Ontem eu fui assistir Harry Potter e as Relíquias da Morte - Zzzzzzzzzzzzz - com o Giu e nós tivemos que segurar um ao outro para não cometermos um assassinato contra algum pré adolescente filho da puta! Argh!

Gente, que ódio! Eu tinha me esquecido de como odeio filmes dublados, porque são sinônimos de arruaceiros desgraçados que falam o filme todo - EU DISSE O FILME TODO!
Depois de digitar uma hora de audio e fazer uma matéria linda para o Cultura NI, resolvi me dar de presente o Giu e o Harry, e nada melhor que uma sessão em plena segunda-feira a tarde, afinal, que desordeiro escolhe a sessão mais esvaziada da semana para bertubar a vida de um casal de trabalhadores sedentos por dencanço, oras?

Hum, ledo engano. Engraçado que durante os traillers - tô com preguiça de pesquisar como se escreve - os dito cujos ficam pianinhos, mas quando o filme começa, eles dão a largada.

Ódio, ódio, ódio, ódio! Já não basta aquele cinema OVO e aquela tela 14 polegadas, me vem uma turma de #%#@@$*! Vontade de mandá-los enfiar um dedo no cu e o outro na boca e ficarem trocando! Urrgg!!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Preguiça

Desde que voltei de viagem ando com uma preguiça insuportável!
Sem força pra trabalhar, sem força pra namorar, pra festinha na própria casa, pra festinha na casa da melhor amiga e o pior: pra bloggar.


Então vamos fazer o seguinte? Vocês me dão mais um dia de folga sem reclamar e quando eu voltar eu conto todas as novidades que rolaram nos meus tempos de turista por Recife, pode ser?

Então tá combinado;
beijos.

domingo, 5 de dezembro de 2010

MEDINHO

Amanhã eu vou viajar. De avião. Tô morrendo de medo. Tá, exagerei; só tô um pouco tensa. Bastante tensa.
Rezem pra eu aguentar, ok?

Vou ver se dá pra postar algo de lá - algo básico. O post boladão só vem quando eu voltar.


Beijos, beijos sem fim.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Lojinhas


Hoje eu sai de casa na compania do meu querido e amado Giugiu por voltas das nove da manhã. 
O objetivo era comprar roupinhas antes da viagem - que eu só vou falar sobre quando voltar - e assim se foi.

Só que aí, enquanto caminhávamos já cansados e de saco cheio felizes, alegres, serelepes e pimpões, eu noto um detalhe que compõe o maravilhoso cenário do comércio iguaçuano: os funcioários das lojas.
Vamos começar pela última posição do nosso pódim, que fica com o olheiro de porta. "Putz! Que isso?" Não sabe? É aquele sujeito que fica em cima de uma caixa - ou de um sei lá o que - e fica observando a movimentação. Aí, quando você passa na porta da loja e vê que tá "aquele fervo", sem atendente, sem um nada pra ajudar e se depara com aquela figura paradinha lá dando sopa o que você faz? Ahá! Pergunta, né. Mas o foda é que o cara se prende unicamente à função que lhe foi conferida, pois não sabe absolutamente nada sobre a loja. Só o nome e olhe lá.

A segunda posição foi reservada para o sensacional, o indispensável, o importantíssimo locutor! 
Vocês já reparam como os fulaninhos são todos muito iguais? Sério! Puxa só da memória. Eles sempre são ALTOS e com um baita vozerão - dã!! -, mas o mais engraçado é que é sempre o mesmo jeito de falar. É óbvio que não tem como eu exemplificar, mas eu tenho certeza que você sabe bem como é. Eu me divirto com todos, mas os meus preferidos são aqueles que fazem imitação perrapada do Silvio Santos. Aiai...
Ih!! Você já viu aquele locutor do Shopping Vida do Calçadão de Nova Iguaçu? Caraaaaaaaaaaaca! O cara é muito figura! Não sei se ainda trabalha lá, mas era um magrelo, negro que dizia "Ah! Shopping Vida!", só que o "Ah" que ele fazia era quase um gemido. Me divertia. Quando eu era criança - ontem? - e ia no S.V com a minha mãe eu vivia me perdendo dela porque ficava olhando pro cara das roupas coloridas e da voz engraçada. hehe.

E pra finalizar, a medalha de ouro! Hum... vocês devem estar hiper curiosos para saber quem é que ficou em primeiro lugar na nossa listinha, né? Claro que não! Óbvio! Quem é que não sabe que o primeiro lugar tem que ser dos vendedores?! Mermão... ô racinha, véi... hehehe. Olha, você que é vendedor, me desculpe e saiba que isso é apenas uma carinhosa brincadeira, ok? MAS EU PRECISO FALAR!

Gente, vamúcombiná! Os caras parecem que sentem o cheiro da gente, porque antes mesmos de colocarmos os pés na loja eles já estão nos cumprimentando! É uma parada do tipo "pé na rua = boa / pé na loja = tarde". Você, praticamente so escuta o "tarde", porque o "boa" já te deram antes de você entrar na loja. Hoje foi assim comigo. Entrei numa loja comprida e assim que apareci na porta alguém me deu boa noite. Essa pessoa não sabe como foi dificil saber quem estava falando comigo porque 1) tinham umas quarenta vendedoras na porta e 2) eu não enxergo porra nenhuma bem de longe. Aí tive que "ajustar o zoom e dar boa noite pra todas, né, fazer o que?

Aí vem sempre o "Posso Ajudar?". Na boa, na boa, na boa??? 99,9% das vezes que um vendedor diz isso, recebe um "só tô dando uma 'olhadinha'". E é verdade! Pô, o cliente nem viu o que tem na loja e o cara já quer vir com ajuda? Tô vendo o dia em que eu vou chegar na loja e ao ouvir a famosa frase vou soltar um "pô, vamos com calma. Agente acabou de se conhecer...". rsrs

E esse é apenas o tronco dessa "árvore", porque existem muitas ramificações - galhos. Sabe aqueles que antes de você entrar, enquanto só está bisonhando a vitrine, eles ficam te olhando com cara de nojo observando, avaliando se você tem "potencial" ou não? Eu fico imaginando se eles fazem uma espécie de bolão: "esse aí tem... 60,00 pra gastar". "Não, não... tá com cara de que tá só com 20,00". "Ih, se fuderam! O cara tá duro. Olha ele ali indo embora".

Mas acho que pior que isso o vendedor "queria estar trabalhando em outro lugar". Não entendeu? Eu explico. Essa espécie - não tão rara, nem em extinção - é o famoso que não tá neeeem aí pra você. 
Cê chega, olha, olha... entra na loja, mexe aqui e ali e o cara continua lá, coçando a bunda e pensando no BBB. Os fatos que se seguem podem ser: a) Oi, quanto custa...  b) Tem vendedor aqui, não? e  c) PORRA, NÃO QUER ME ATENDER, NÃO? VAI SE FUDER! MEU MARIDO TEM DOIS EMPREGOS!
A escolha é sua. =D

Ah, e não podia faltar o vendedor "amigo de infância". Esse nem precisa falar muito sobre, porque eu sei que você conhece. O vendedor "amigo de infância" é aquele cara que em apenas cinco segundos - eu disse SEGUNDOS -, já te ama, te venera e até doaria um rim pra você dependendo da comição.

Bom, é mais ou menos isso. Peço desculpas mais uma vez aos que foram/são vendedores e queria dizer que se eu pudesse, nesse fianl de ano, eu iria trabalhar numa lojas dessas da vida amarradona! Só que eu tinha que dizer tudo isso; tinha que zuar porque isso é tão real que acaba sendo engraçado. "Vai entrar naquela loja?". "Eu não. Olha quantas vendedoras estão prontas para me atacar! Tô fora...", encerro.


Beijos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Bons tempos, boas coisas.


Em vários momentos do dia, me lembrei da minha infância. Aliás, ultimamente eu tenho estado muito nostálgica em relação aos tempos do "nariz escorrendo". 

A semana começou comigo reencontrando alguns velhos amigos, do tempo do ensino fundamental. Tudo bem que foi pelo orkut, mas foi tão bom saber por onde aquele povo todo andou, o que fizerem, as merdas que rolaram e as fofocas super quentes que se seguiram...

Como meu antigo orkut estava desativado (e foi a própria Google safadona quem fez isso), eu perdi o contato com muita gente, mas nesse fds, eu consegui ler meus recados e ver meus amigos através do perfil da minha mãe. Primeiro eu encontrei o G. Cara, sabe aquela pessoa que poderia ser tudo, MENOS estudante de Direito? Pois é ele. Baixinho, gordinho, falava merda, abusado, tosco a vida toda... nunca imaginaria o G de terninho e gravata advogando por alguém. Nunca!

Daí que colocamos em prática o nosso esporte velho e bom hábito: fofocar! Êh, coisa boa. 
Ele me disse que a J que estudou conosco, estava casada e grávida do segundo filho (!!!). E que o C, que é irmão da B - e que dava mó pinta -, se assumiu de vez! Virou a bichona do bairro, enquando sua irmão, B, estava noiva de uma mulher! "A mãe deles deve estar pensando 'meu Deu, onde foi que eu errei...'".

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Vamos analisar

Porque que num dia a gente tá feliz e no outro parece que vamos nos afogar em tanto desânimo?

Eu sei que você vai falar que eu tô com TPM, mas não tô. Só tô meio ressentida com algumas coisas - briguinhas - que rolaram hoje, nada de grave. 
Entretanto, por mais que a gente peça perdão e perdoe, que sorrimos e que façamos coisas que ajudem a esquecer, uma hora vem a lembrança do que houve e a gente pensa "mas que porra foi aquela que eu fiz?"
Infelismente, eu sou daquelas que lembram das coisinhas ruins que só a udaram a foder o dia, mas de boa? A pessoa que esquece por completo não deve ser normal, né? Fico triste pelas coisas que eu faço, que eu provoco. Mas é tão sem querer, sabe? E isso magoa tanto os que estão ao meu lado que eu sinto meu coração despedaçar.

Você já sentiu como se as coisas precisassem parar, como se o relógio precisasse dar uma pausa  pra você ficar ali, olhando tudo congelado para pensar melhor, com mais clareza, vendo cena por cena, personagem por personagem e os qualificando para sua trama? (Tou sentindo que não tou falando coisa com coisa, mas tudo bem).

Queria que isso acontecesse. Queria estar a sós com cada pessoa que passa pela minha vida e poder "sentir" se ela vale a pena para mim. Queria ficar em silêncio absoluto, relaxar, refletir e dizer "você me faz bem. Seja bem vindo à minha vida" ou "me desculpe, mas você me gera ardor". Pode parecer um pouco egoísta, mas eu sinto que preciso um pouco mais de mim, para não ser tão carente dos outros. 

Ultimamente tenho estado muito "tanto faz" e não gosto disso. Acontece que aprendi que a gente não pode querer de mais do outro, esperar demais, amar demais. Porque todas essas ideias e esperanças só existem na cabeça da gente; todos esses sentimentos só existem no nosso coração. Não de forma geral, mas só nós mesmos sabemos como e quanto nós mesmos sentimos. Só estou tentando não gananciar tanto por que sei que a minha vontade de ter, fazer, dar - e todos os outros verbos possíveis - só existem de tal maneira em mim. Preciso parar de querer tudo o que eu poderia dar. Parar de querer ouvir, de querer ser amada, lembrada e querida. Porque eu tenho que entender que cada um de nós fala, sente, ama, quer e deseja de forma diferente. Cada um de nós é diferente!

Até que a minha terapia não foi tão mal. Falando um monte de palavras aleatórias eu descobri o que preciso fazer para sentir-me bem comigo mesma.

1) Estar mais a sós comigo mesma, já que não posso estar a sós com cada pessoa que conheço. 
2) Julgar minhas atitudes. Não tenho o direito de julgar a de mais nibguém.
3) Esperar menos para estar pronta para me surpreender com mais.
4) Conseguir um tempo para entender realmente aquilo que me angustia.
5) Não ficar muito tempo longe daqui.

Pelo visto, é isso.Perdoem as incoerências.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Prova de fogo

O post ficará sem foto porque não quero ficar olhando pra uma imagem de violência toda vez que acessar o blog. Não merecemos.

Primeiro escolhi o título, depois percebi o quanto ele se encaixa na situação que o Rio de Janeiro se encontra.
Ontem, fui ao Flamengo para fazer a cobertuda do 1° Encontro Cidade & Cultura morrendo de medo. Muito medo. Tentei não pensar muito no assunto, mas não tinha jeito de escapar dos meus próprios devaneios.
Esse Tisunami de incêncios, roubos, arrastões e tiroteios me trouxe muita tensão.

Na ida, qualquer engarrafamentozinho me tirava do sério. Na volta, estava tão nervosa, que para não abrir a porta da van e sair correndo aos prantos, reclinei a poltrona e  resolvi dormir. Minutos depois, acordei e vi qua ainda estava parada e então pensei "prefiro sonhar do que ficar com maus pensamentos na cabeça" e assim fiz.

Quando vi que já estava em São João, me acalmei, mas continuei um pouco temerosa. Ainda assim, agradeci a Deus pelo meu dia e por estar ali, naquele momento, naquele lugar. Porque, enfim, coloquei na minha cabeça que apenas Deus pode conduzir meus passos e que ele, no seu infinito amor, não me direcionaria a um lugar onde suas mãos não pudessem me proteger.

Gostaria de entrar no assunto do Estado, em termos mais políticos ou quase isso, já que não posso falar com propriedade alguma além daquela que é dada a uma cidadã. Mas não vou fazê-lo. Não vou gastar energias com isso. Não neste momento. Agora, a única coisa de que quero saber é: aonde a minha cidade linda e colorida se escondeu? Por trás de toda fumaça que encobre nosso lindo céu azul, eu acho.

Quero meu Rio 40° de volta - embora não seja fã de calor. Quero andar pelas ruas de minha cidade tranquila, sem medo daqueles que são meus conterraneos. Quero passear calmamente, livre de tensões pelas ruas que registraram momentos importantes de minha vida, onde eu depositei uma espécie de afeto.
As pessoas não têm o direito de destruir a minha paz. Então irei guardá-la dentro de mim.

Vou ficar pelo twitter, de olho nas notícias e dando graças por cada pessoa que sobreviveu a este dia de terror.

Siga-me: @tpmdeborboleta

Beijos e fiquem em paz. Interior e exterior.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Desabafo

Cara, eu amo o meu blog. Amo mesmo. Escrever aqui me dá o maior prazer, mas sabe o que é? Desse jeito eu fico meio desmotivada. As visitas cairam muito, os comentários então nem se fala.

Parece bobagem, mas os comentários são uma forma de eu ver o que o povo tá achando (não da minha vida, mas do que eu passo aqui no blog, saca?).

Pôxa. Você com certeza - se houver alguém pra eu chamar de "você" - vai dizer que eu sou muito carente - e talvez eu seja -, mas é como se eu fosse a única a acessar o Sollyorks.
E na minha cabeça, o blog não de uma pessoa, o autor. O blog pertence às pessoas que o leem e se indentificam. Será que ninguém se indentifica comigo, ninguém nunca parou pra pensar numa coisa que eu também tenha pensado? Sou tão estranha assim? 

E o foda é que agora eu posso escrever todos os dias, porque não vou mais pro pré e tenho velox no PC. Mas postar pra que se parece que ninguém vê.

P.S.: Salvo o Rorô e o Peter que sempre me leem e comentam comigo, me dando toques ou concordando (ou não) com as coisas que aparecem por aqui. Ah, e o Duke.

P.S.2: Vocês (três) acham que eu preciso de mais divulgação? Não? Hein?

Beijos.

sábado, 20 de novembro de 2010

Tem coisa que eu não entendo


Fulano no orkut diz "Tá, admito: gosto MUITO de música emo, MAS NÃO SOU EMO!".
Pra mim, é o mesmo que quizer: "Tá, admito: gosto MUITO de comer o cu dos outros caras, MAS NÃO SOU VIADO!".

Difícil de entender.

---
Tô sentindo que hoje é dia dos posts curtos.