domingo, 8 de novembro de 2009

"Ele"

Mas hein, gente, deixa eu falar: esse meu "fds" foi bem legal, sabe? Na verdade eu não lembro o que eu fiz ontem (sábado - e não tô afim de forçar a memória) mas hoje, meu domingo foi bem legal apesar dos pesares. Fomos eu e uma galera (pai, mãe, irmão e afins -exceto o esperto do meu namorado [saberão o porquê]) para o Paradiso Clube.
No início da manhã eu tava super feliz, sabe? O sol ainda tava "sonolento" e não se mostrara, dando às nuvens espaço na imensidão azul-vergonhosa que era o céu. Eu estava linda, com meus cabelos em ondas e vestido rosa cujo tecido é bem leve e fresquinho, munida de um "bom" livro (Lua Nova, saga Crepúsculo) enquanto relaxava, deitadinha numa espreguiçadeira maravilhosa. Bom, né? Amei.
Mas aí ele apareceu; tenho que admitir que o FDP era/é lindo. Todo magistral, apareceu de forma tímida mas inegavelmente impossível de passar despercebido: Ah, o Sol! Fiz o quê, né? Tirei meu vestido, mostrando meu belo corpinho branco e depois de três minutos, tive que fechar o livro; pelo o que parece, ele queria total atenção: sua luz forte fez meus olhos arderem e minha história de vampiros se cessar.
Tá bom, vamos para a água! - pensei, mas depooois...

"-Mãe, não tô aguentando!
-O que foi? - perguntou a mulher
de biquíni do flamengo
(vermelho em baixo, preto em cima)
-Aqui tem sol!!! - reclamei."
...pausa...
"-Minha filha, aqui é um lugar para se tomar Sol."
...ela venceu a discussão. ;/
Agora eu tô aqui, depois do Giuseppe ter ido para casa (pelo menos ele disse que ia fazer isso ¬¬), com três ventiladores ligados num mesmo cômodo (minha casa não tem condicionador de ar) enfiada num vestidinho que eu roubei da Hosana que, por sinal, está me fazendo feliz, escrevendo notas sobre o meu total disconforto perante ao Sol.
Não posso negar: foi um dia ótimo! Muito bom mesmo. Mas eu tenho que confessar que eu preferiria mil vezes estar com um bom jeans, dentro de um belo casaco de lã, all star e belos acessórios, tomando um delicioso chocolate quente em Petrópolis. Sabio Giuseppe, ser humano branco, quase transparente, que se poupou de ficar todo red não podendo encostra um dedo.
Ah, gente, esse papo de ficar desfilando com duas tirinhas de roupa, toda lambusada de protetor e depois ficar com o corpo todo ardido e vermelho (tô looonge de ficar morena), não é pra mim.
Sem mais, ignorarei detalhes sobre meu domingo (principalmente sobre os Salva-Vidas... Uii). rs
Beijo, comenta!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009


Estou lendo Crepúsculo para me sentir menos a margem da pupolação teen. Existem inúmeros trechos em que Bella descreve o andar "gracioso e perfeito" dos Cullen. Imaginei e refleti, enquanto caminhava rumo à padaria: "Nossa, será que eu consigo andar da mesma forma que eles, ou seja, de maneira tão linda?". Comecei. Não se passaram nem dois segundos e eu virei o pé no disnivelamento da calçada. "Aii!". Ops, espero que ninhuém tenha visto.

É vou deixar a perfeição aos vampiros.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Eles e hoje.


Hoje foi assim. Acordei por volta das dez e fiquei a zumbizar. Meu pai parece estar viciado na obra que ele tá/tava fazendo: quando eu acordei ele já tava com uma colher de pedreiro fazendo não sei o quê. O coitado não tá descansando. Na verdade eu acho que ninguém mais no meu círculo de relacionamentos tá conseguindo descansar; parece que a vida resolveu dar uma corridinha e nós tivemos que ir atrás. Nem sei o que eu fiz hoje. Parece que o meu dia se resumiu a ajudar o meu pai pintar a sala - o que, diga-se de passagem, eu gostei muito - e ir à igreja. Também o vi, sabe? O chato do meu amado namorado que fica me pentelhando. Tadinho, ele tá/tava com uma carinha de exausto. Ficou ajudando o Nando a fazer uns ajustes na nova casa a semana toda. Ele me confidenciou (e eu aqui espalhando) que tava dormindo mal porque está preocupado com a mudança do Fernando. Achei super fofo; deu até um orgulhosinho, sabe? E acredito que se sentir verdadeiramente feliz ou até mesmo preocupado com um amigo, por mais "bobagem" que seja, é o objetivo da coisa; é o que é ser amigo. E parece que isso prova que eles não estão "forçando uma amizade". Eles estão vivendo um verdadeira e sincera amizade. Deixa, né? É tão bom. Que briguem, que se batam, que fiquem putinhos, que ME irritem. No final, fica tudo em paz. Eles até me largaram. Os três de uma vez!! Mas afinal, quem sou eu pra competir?
Minto; eles sempre estão comigo; todos. Amo tanto aqueles problemáticos; muito mesmo. E desejo o melhor para cada um.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009


Eu? Oradora de formatura da minha classe.
Desculpa aí, meu irmão. Só queria dividir...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Glee


Me interessei pelos comerciais que estão sendo exibidos na FOX sobre a série "Glee" e fui no google pesquisar sobre. Achei bem legal e resolvi dividir. Provavelmente eu acompanhe o seriado. É bem legal. "Don't stop believing"
Beijokas*

Glee
é uma série de televisão de gênero comédia musical, produzida pela FOX. É focada nos esforços do professor de espanhol Will Schuester, em reeguer o coral da escola, chamado de "Glee Club", que no passado foi motivo de grande orgulho para todos os alunos. No entanto a escola não tem recursos para sustentar o coral, que a princípio só atrai os alunos pouco populares e estigmatizados. Assim, eles precisam chegar à final do campeonato regional de corais para garantir a verba para continuar funcionando. No meio disso, a professora Sue Sylvester, que treina o time de líderes de torcida da escola, que já venceu inúmeros campeonatos, está disposta a tudo para atrapalhar o sucesso do Glee Club, já que ele pode resultar em menos prestígio e dinheiro para seu time de líderes de torcida.

Personagens

  • Will Schuester - Professor de Espanhol que dirige o coral. Idealista, quando estudante foi a maior estrela do Glee Club. Se casou com a então aluna mais popular Terri Schuester, e agora enfrenta dificuldades para sustentar os desejos da esposa com o pequeno salário de professor que ganha.
  • Rachel Berry - Principal voz feminina do Glee Club. Tem um enorme talento, mas é tida como esquisita e "perdedora" pelos alunos da escola. Vê em Glee a única chance de seu hight shcool não ser um completo desastre do ponto de vista do sucesso e da popularidade. É apaixonada por Finn Hudson, seu companheiro de coral.
  • Finn Hudson - Principal voz masculina do Glee Club. É o capitão do time de futebol americano da escola (um dos piores de todo o estado de Ohio). Entra no coral para não ser expulso da escola, após encontrarem drogas em suas coisas. É o aluno mais popular da escola, e passa a ser zoado pelos amigos, por entrar para o Glee Club. Vê no futebol e no coral a chance de conseguir uma bolsa de estudos para poder cursar uma universidade.
  • Emma Pillsbury - Orientadora educacional da escola, nutre uma paixão secreta pelo professor Will Schuester (que é casado). Por causa de um trauma de infância tem fixação por limpeza, assim, passa boa parte do tempo preparanto sua própria comida e limpando os lugares que vai se sentar o encostar.
  • Sue Sylvester - Treinadora do time de líderes de torcida da escola. Linha-dura, extremamente competitiva, tenta destruir o Glee Club a todo e qualquer preço, pois ele pode representar menos prestígio para o seu time. Também possui um programa em uma rede de TV local, que pode ser cancelado, caso a equipe que treina não vença o campeonato regional de líderes de torcida.
  • Mercedes Jones - Aluna integrande do Glee Clube. É estigmatizada na escola por ser negra e gorda. Dona de uma voz poderosa e de um temperamento muitas vezes agressivo. É comum brigar com o resto do grupo quando tem menos destaque nas apresentações.
  • Kurt Hummel - Outro integrante do Glee Club. É homosexual e afeminado. Gosta de moda e de música pop. Enfrenta grande preconceito na escola por sua sexualidade, e seus únicos amigos são os integrantes do Glee Club.
  • Arty Abrams - Também faz parte do Glee Club. Anda de cadeira de rodas e também faz parte do Club de Jaz da escola. Além de cantar, também toca guitarra.
  • Tina Cohen-Chang - Sexta integrante da formação inicial do coral. Canta muito bem, mas possui pouca auto-confiança. O que faz com que desafine e não se saia bem em algumas músicas.
  • Terri Schuester - Esposa do professor Will, já foi a aluna mais popular da escola. Atualmente vive em crise com seu marido, pois ele não consegue bancar todos os seus desejos. Trabalha como vendedora em uma loja.
  • Puck - Melhor amigo de Finn faz parte do time de futebol americano da escola. Trabalha como limpador de piscinas, e frequentemente tem casos com as mães dos outros alunos da escola. Passa a fazer parte do coral para se envolver com mulheres mais velhas.
  • Quinn Fabray - Chefe do time de líderes de torcida é namorada de Finn Hudson. Entra posteriormente no coral par ciúmes do namorado.


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

=)

Hoje eu comecei a ler o que escrevi na minha penultima postagem (aquela sobre o desfecho de minha saga) porque percebi que escrevi tudo e não li depois. Mas eu me cansei da história no segundo parágrafo. Chega! Não quero mais saber daquele episódio. Passou! Nós dois estamos muuuuuuito bem, na medida do normal.
Pois bem, vou mudar de assunto e desabafar: Gente, tô com medinho das minhas notas na escola. Deus me livre repetir! Eu quero passar só pra esfregar na cara de alguns professores (e outras pessoas também... ¬¬)
Mas essa situação é mais que normal em minha vida... nem vou esquentar a cabeça, afinal, ficar chorando por causa disso vai me deixar com ruguinhas! Oh, my God! Vou voltar pra aula... a matemática me espera. Ninguém merece*

Beijocas e desculpem pelo post sem nexo e sem conteúdo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Gracinha

Ai, gente, eu ando com umas manias bem engraçadinhas, sabe? Eu acho que elas vêm de uma pessoa que conheci não faz muito tempo: Robert Tavarez, o Rorô, meu amor.
Ele é uma gracinha! Eu e a Sannah estamos super com as manias vocálicas dele. Quando eu crescer, quero casar com ele, mas ele quer o Giuseppe, poxa... É assim: A Hosana e eu o queremos, mas ele quer nossos namorados. Deprimente, não?
Rorô, vê se ama, caramba!

Com carinho, Déh*

-II

No momento em que escrevo isso, são 21horas e 48 minutos. Acabo de chegar da casa da Hosana. Nós voltamos juntas da Casa de Cultura em Nova Iguaçu, após de um mero dia de trabalho e fomos para casa dela lanchar e produzir um texto. Apenas lanchamos, fofocamos e rimos muito; nada de texto. No momento em que eu deveria estar refazendo uma postagem para o Cultura NI (por ventura, ela foi deletada quando estava quase pronta) eu estou escrevendo umas linhas para contar como foi as minhas últimas 24 horas. Todos que acompanham o meu blog sabem o que aconteceu, pois bem. Darei continuidade a minha saga para que ninguém fique com um gostinho de “e aí?” na boca.

Vejamos... parei na parte em que eu o esperava no portão da escola. Estava ansiosérrima! De repente, o telefone toca. Era ele me dizendo que não iria me buscar. Eu insisti, dizendo que precisava conversar com ele, afinal, eu não estava engolindo aquela história toda. Pasmem (ou não): fui até a casa dele. Ele não estava. No momento exato em que a mãe dele me dizia que ele havia saído, o dito cujo me liga e pede que eu vá em direção a tal lugar. Nossa, foi a coisa mais decepcionante da minha vida. Ele riu pra mim, não me abraçou, tampouco me beijou. Perguntou apenas se eu toparia ir em Nova Iguaçu para andar e conversar sem “encontrar conhecidos”. Sim, vamos. Não fomos. Nos sentamos em uma calçada em uma rua que não faz parte de nossa rota rotineira. “Você acha que nós temos chances de voltar?”. Que pergunta estúpida foi aquela que ele me fez? Eu sabia perfeitamente o que eu sentia e queria; o confuso ali era ele! “Quem tem que saber é você”, disse. Eu descarreguei tudo o que eu tinha. Disse tudo. Disse que não entendia o fim do nosso namoro, que o amava, que estava disposta a ajudá-lo em qualquer coisa... No final ele disse “Acabou, Jéssica. Não me procure por um tempo”. .... Não acreditei. Foi então naquele momento que eu percebi que, quando se ama, mas se ama de verdade, a gente perde a noção do rídiculo. Eu praticamente implorei. Podem pensar que fui boba, que dei muito ibope, mas o que realmente fiz foi ser sincera. Eu não queria desperdiçar tudo o que nós fizemos um pelo o outro. Ele pegou na minha mão e disse: “Chega. Acabou. Espero que um dia você me perdoe”. E entrou em uma rua enquanto eu fiquei parada olhando ele se afastar.

Não fui pra casa. Bati na porta do Fernando e, em segredo entrei, mesmo sabendo que os meus pais não aprovariam. Peço desculpas pela mentira, mas precisava chorar; mais que isso: precisava de um amigo para abraçar. Na noite anterior, foi o Nando quem me deu colo, por mais breve que tenha sido. Ontem, eu precisava dele. O Fernando foi excepcional. Me acolheu de coração aberto e me disse o que eu precisava ouvir: a verdade. Mas não foi uma verdade destruidora, foi uma verdade confortadora. Ele me ajudou muito. Conversamos sobre o Giuseppe, de como ele estava com problemas e o quanto ele precisava de um tempo e de minha compreensão e eu dei. Mas, embora eu estivesse disposta a dar-lhe espaço, eu tinha medo, porque ele me disse para não esperá-lo.

Entrei em casa. Não comi nada. A Hosana já estava sabendo. Ela me ligou e perguntou se podia me visitar. Claro que podia, mas ia demorar. Eu ainda chorava. Liguei para o Fernando. “Não estou aguentando; dói muito”. Ele me convenceu a sair de casa para ir tomar um sorvete. Acabei aceitando. Por pouco tempo, me conformei, superei – não esqueci!- e me distraí conversando sobre outros assuntos. Então me lembrei que precisava sacar uma quantia no banco, mas a parte ruim é que quem sabe a minha senha é ele. Não tive escolha. Fomos os três - Nando, Sana, que nos encontrou, e eu. O Giuseppe abraçou o Nando, beijou a Sana no rosto e ofereceu seu rosto para que eu beijasse. Não aguentei! “Não quero te beijar”, disse. Ter revisto o Giuseppe destruiu mais ainda o meu dia. Destruiu todo o “bom trabalho” que o Fernando fez.

Voltei para casa. Contei tudo para a minha amada Hosana que me ouviu e me aconselhou. Chorei mais que antes. Minha cabeça doía. Meus olhos ardiam. Meu corpo não aguentava a fome e a exaustão causada por uma noite mal dormida e por um dia sofrido. Não consegui comer. Apenas quis dormir e tentar esquecer. Minha mãe chegou em casa, e assim que abri os olhos (não era muito tarde) chorei. Chorei como uma criancinha. Chorei de doer. Minha mãe já começara a se desesperar. Me convenceu a ligar pra ele. Liguei e disse muita coisa. Disse que entendia o que ele estava sentindo, que compreendia a razão pra ele se afastar de mim, disse que não desistiria dele – ou de nós – disse que daria um tempo... Conversamos por muito tempo. Aí, ele me disse pra não esperá-lo. Disse isso pouco depois de revelar que eu o estava irritando. Numa facada final, disse “É isso, Jéssica, acabou”. Ponto final. “Boa noite. Não te incomodarei mais”, me despedi.

Hoje, sábado, 24 de outubro de 2009, acordei bem. Surpreendentemente bem. Não nego que sonhei com ele a noite toda, mas me sentia leve, como se tivesse tirado um peso de minhas costas. Talvez porque eu já tivesse obtido a minha resposta final. Quando fui à drogaria que fica em frente a casa dele, não senti vontade de vê-lo. Me sentia... não sei como devo chamar.

Ignorando alguns acontecimentos corriqueiros da minha manhã, irei a parte que importa. A Hosana passou aqui para irmos juntas trabalhar. Estava bem, sabe? Tranquila. Foi então que a minha mãe me liga dizendo que me encontrava no Espaço Cultural com uma surpresa. Odeio surpresas. Fui “ao seu encontro” embora fosse inevitável já que estava indo trabalhar. Encurtando a história. Era ele, não ela. “Preciso conversar com você”. Apenas ouvi. Ele disse que foi procurar a minha mãe para conversar e contar tudo o que sentia e que estava acontecendo. Conclusão: ele enfim percebeu que o problema não era eu, mas sim os outros problemas que a vida nos traz. “É claro que eu te perdoo”, respondi. Ele pediu outra chance e disse que também me dava uma. Eu aceitei, óbvio. Agora, segundo ele, nós vamos ter um novo recomeço. Todas as lembranças serão vagas e remotas; talvez até deletadas para dar espaço ao novo que está por vir. “Você me ama?” foi uma das poucas coisas que consegui dizer. “Muito!”, me disse com sinceridade.

Então percebi que todas as lágrimas que chorei, todas as dores que senti, todos os pedidos de perdão e segundas, terceiras, vigésimas chances que pedi não foram em vão. Percebi que tudo que eu fiz não foi besteira, mas sim verdadeiramente proveitoso. Mostrei a ele o quanto eu o apoiava e o quanto eu o amava. Nem por um instante eu deixei de amá-lo. Nem por um segundo sequer eu deixei de pensar nele, fosse o que fosse. Por isso, eu senti que precisava falar e mostrar que nada no mundo me faria desistir. A minha verdade, aquela que eu acreditei fielmente, que dizia respeito à impossibilidade dele deixar de me amar de uma hora para outra, era real. Eu soube desde o início o quanto ele estava sofrendo com seus conflitos internos, mas ele não tinha o direito de me expulsar de sua vida. Eu não me deixei ser expulsa. Felizmente, ele percebeu que superar todos os problemas comigo é bem melhor que enfrentar sozinho.

Talvez eu tenha amado de mais. Talvez ele me fará ter outros dias horríveis como o de ontem. Mas e daí? Eu tenho ao meu favor a minha característica de ser extremamente persistente. Não importa o quanto eu chorei, não importa o quanto sofri, o quanto doeu, o quanto me expus e me humilhei. O que importa é que nós dois sabemos que nos amamos.

Finalizo aqui, às 23 horas e 07 minutos do dia 24 de outubro de 2009, a história de uma parte dolorosa de minha vida. Amanhã, é um novo dia. E o melhor é que ele estará ao meu lado.


P.S.: Agradeço o apoio que recebi de meus amigos. Muito obrigada e me perdoem por toda e qualquer coisa. Amo vocês.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

- I

Eu chorei. Chorei da forma mais dolorosa que eu poderia imaginar. Ele disse que me amava, mas a maneira dele me amar mudou. Na verdade, eu pedi isso. Pedi que quando ele não se sentisse mais feliz ao meu lado, que me dissesse e que terminássemos, mas eu não esperava que isso acontecesse. Eu dei o melhor de mim. Abri o meu coração para que ele entrasse e entrou. Mas o pior é que ele ainda não saiu, apenas eu saí do dele, pelo o que parece.
Ele disse que eu fui a melhor, que fui perfeita, mas se eu fui tão excepcional, porque acabou?
Chorei. Choro ainda. Eu não queria que isso acontecesse. Meu amor por ele ainda existe.
A culpa é minha que não enxerguei. Ele já vinha me preparando para isso há um tempo e eu não queria realmente ver. Não quis escutar.
Mas ele foi verdadeiro o tempo todo. Me fez feliz. Me fez imensamente feliz. Me fez crescer. Me fez amar.
Eu me comprometi a fazê-lo feliz e, se ele estará melhor longe de mim, eu tenho que respeitar, por mais que isso represente o meu sofrimento.
Prometemos ser amigos e cumprirei, mas, mais dia menos dia, eu o verei passando na minha frente, me dando um oi sorridente e até um abraço e quando eu olhar para o seu lado, o verei com outra.
À noite, eu chorei. Passei mal de tanto chorar. Meu corpo se uniu ao meu coração e doeu. Liguei para ele e pedi uma segunda chance. Disse que eu faria o que fosse para tê-lo de volta, disse que o amava e que eu sabia que podia fazê-lo feliz. "Jéssica, não me diga isso, por favor", foi o que me disse. Pedi mais uma chance e ele negou. Paralizei. Desliguei o telefone e sem mais nenhuma lágrima me deitei. Em poucos minutos as minhas dores se foram. Adormeci um sono doce e sem sofrimento. Para meu espanto, minha mãe entra no quarto e me acorda com o telefone na mão. Era ele. "Volta comigo". Ainda sonolenta só pude dizer que não queria que ele fizesse isso por pena ou algo parecido, afinal, eu quero que ele me ame e não tenha piedade de mim.
Essa foi a segunda vez que isso aconteceu. Pelo o que parece, é isso que ele quer. As juras de lutas pelo o nosso amor não se concretizaram.
Não sei se este é realmente um ponto final. Pode ser apenas uma vírgula, não sei. Mas eu estou cansada. Eu o amo tanto. Tanto.
Queria acordar e ver que isso não passou de um terrível pesadelo. Queria encontrá-lo, sentir seu cheiro ao abraçá-lo. Queria beijá-lo apaixonadamente. Mas temo que isso não seja possível.
E o pior, é que nossos sentimentos não estão no mesmo nível. Ele me ama, mas de uma forma diferente. Eu o amo como sempre amei.
Agora, tenho que esperar para ver o que o destino me reservou.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Só pro meu prazer


Ontem, depois de um longo dia, eu resolvi fazer um bolo. Parece banal, mas não é. Bom, ao menos à mim, já que não sei "cozinhar". Pedi algumas instruções à minha mãe - ela foi super paciente comigo -, selecionei as minhas músicas preferidas no mp4 e me entreguei a minha tarefa.

[abre parênteses]Tenho que confessar que, ultimamente, eu tenho visto a Hosana cozinhar sempre, o que me inspirou - a verdade é que eu nunca tive vontade de aprender cozinhar [fecha parênteses].

Foi lindo. Eu realmente me empenhei. Coloquei muito carinho naquele momento. Foi então que eu percebi que, como muitas coisas na vida, cozinhar é um estado de espírito e o meu estava tão... tão... indescritível. Senti que o o ato de preparar um alimento depende só de quanto você se esforça e do amor que se despeja.

Mas foi num momento especial, quando tocou uma música que eu coloquei no meu mp4 por "acaso" que eu me vi introspectiva e até, acreditem, emocionada. Ao som de "Só Pro Meu Prazer" de Cazuza, na voz de Leoni eu notei que se me pedissem para descrever a minha relação de amor e afeto com pessoas em minha vida, principalmente com o Giuseppe numa só canção, eu a escolheria.

A música representou naquele momento tudo o que significa o amor em minha vida. Eu percebi, enfim, que amar não significa mais que podemos explicar. Amar nos leva a, quem sabe, alcançar ou apenas imaginar o que são os outros sentimentos.

Nós - particularmente eu - gostamos de ficar sonhando coisas que não existem e, por incrível que pareça, nos sentimos bem ao fazê-lo. Amar, em sua complexa e cômica essência nos faz odiar, calar, aceitar, imaginar e reciclar nossos amores e isso é simplesmente delicioso.

E foi nesse momento tão simples, quando eu estava fazendo um bolo de "leite" misturado com de chocolate que eu notei o quão delicioso é viver. O quanto é bom ouvir sua música preferida cantarolando-a alto. O quanto é maravilhoso amar. Percebi que esquecer aqueles defeitinhos chatos de quem se ama e reciclá-lo em nosso imaginário é uma delícia. Eu não me emporto se nós não somos bem assim. Afinal, como a noite e o dia se completam, assim também são os nossos amores e ódios eternos.

Ah, o bolo também ficou muito bom, caso queiram saber. Eu levei alguns pedaços à uns amigos na escola e eles aprovaram. Só queria esfregar na cara do Duke, que vive jogando piada porque eu não sei fazer nada na cozinha. Arrá! Não sabia. Agora eu faço bolos. =)

Déh

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...de onde vinha aquela música?

e era uma nuvem repleta
entre as estrelas e o vento...

Cecília Meireles




















Sala Cecília Meireles
C.E.C

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Só mais uma horinha, mãe...


Espero não ser a única que odeia o horário de verão. Desculpe, mas eu não vejo nada de maravilhoso nessa idéia genial de adiantar o relógio em uma hora. Outro dia eu fui à uma festa e combinei com a minha mãe que sairia dela a meia noite, mas justamente nessa ocasião deu-se o início do bendito dito-cujo. A minha mãe me liga e diz: Déh, já são 01:15 da manhã! Eu assustada só faço responder: Não são não! São 00:15 e eu já estou indo pra casa. Mas para o meu descontentamento descontente ela me joga essa: E o horário de verão, hein? Aff. Se fosse assim eu nunca iria voltar pra casa, já que nem teve meia noite! O que me salvou é que às "zer horas" do dia 18, minha mãe desfrutava de seus primeiros minutos com outra idade (ela não vai gostar se eu contar) e eu já cheguei em casa praticamente com o presente nas mãos (cd do Zezé) pra pular a parte das reclamações. Eu que não sou boba, né?

Hoje, até que eu não reclamei muito ao acordar às 5 (C-I-N-C-O) da manhã. Na verdade foi às 6hs, mas eu não engulo esse papo não. Pra mim é cinco pronto e acabou. Mas tenho certeza que o meu sistema biológico vai reclamar - e muito! - cedo ou tarde.

Como meu professor de geografia me disse uma vez, quando a gente se acostuma com o horário de verão, ele acaba.

Coragem!